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Construção é campeã em geração de emprego

A construção civil foi o setor em Goiás que registrou a maior variação positiva na geração de empregos formais – um aumento de 1,91% em agosto, em comparação a julho. O segmento responde ainda pelo maior índice de crescimento de vagas preenchidas, com carteira assinada, no acumulado do ano: 15,7%. Estes, entre outros dados, fazem parte da pesquisa do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Em números absolutos, foram registrados, em agosto, 6.554 empregos celetistas em Goiás, o equivalente a uma elevação de 0,72% em relação ao montante de trabalhadores formais, no mês anterior. Este desempenho foi o segundo melhor do Estado, em toda a série histórica do Caged, sendo superado apenas pelo registrado em 2008 (+6.962). Goiás também apresentou o melhor desempenho do Centro-Oeste. Somente a área da construção civil respondeu por 1.347 vagas geradas.

Segundo o levantamento, em âmbito nacional, agosto registrou a criação de 242 mil postos de trabalho formal, o melhor resultado do ano, com variação de 0,75% em relação a julho. Assim como ocorreu em Goiás, nacionalmente a área da construção civil também registrou a maior variação na geração de empregos formais: 1,92%. A atividade econômica também detém a segunda maior variação anual (7,85%), perdendo somente para a agropecuária, com índice de crescimento de 9,44%, no acumulado do ano.

Mesmo trabalhando sem carteira assinada, os amigos e ajudantes de pedreiro Carlos Alberto Souza, de 22 anos, e Júnior Camargo, 30, confirmam a boa fase do setor. “Não tem faltado trabalho, graças a Deus. Estou em Goiânia há quase um mês e já consegui trabalho em quatro obras, somente em agosto”, contou Carlos. Agora, sua expectativa é conquistar uma vaga de emprego, na construção civil, com carteira assinada.

Júnior também disse que não tem do que reclamar, em termos de oportunidades de trabalho. “O mercado da construção civil melhorou muito, desde o governo Lula, que liberou mais investimentos para esta área”, avaliou. Vindos de Itapuranga, a 171 quilômetros de Goiânia, os dois amigos dizem que as oportunidades têm surgido, tanto na capital como no interior. “Em Goiânia, você ganha mais pelo serviço, porque a diária é mais cara. Em compensação, não falta trabalho no interior”, comentou Júnior.

DESTAQUES
Goiânia foi a cidade de Goiás que mais gerou empregos formais, em agosto. Das 6.554 vagas criadas, 2.837 foram provenientes da capital. No ranking estadual, Aparecida de Goiânia aparece em segundo lugar, com 969 novos postos de trabalhados criados.

Entre as capitais brasileiras, São Paulo registrou a maior geração de postos de trabalho formal, com 26.647 vagas, seguida pelo Rio de Janeiro, com 8.885, e Belo Horizonte, com 7.358 novos empregos. Goiânia ficou em 11º no ranking das capitais.

Em números absolutos, o setor de serviços foi a atividade econômica que mais contribuiu para a geração de empregos com carteira assinada na capital goiana: foram 1.123 postos criados, seguido da construção civil com 633.


Fonte: hojenoticias
 



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